06 janeiro 2014

Cidades de papel


Título: Cidades de papel
Título original: Paper Towns
Autor: John Green
Páginas: 366
Editora: Intrínseca

  "O adolescente Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo tornou-se um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelindo em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava conhecer."  Cidades de papel foi um livro que me surpreendeu e muito. Quando li a resenha pela primeira vez imaginei tudo menos o que o livro realmente é. Porque a princípio ele aparenta ser um pouco com "Looking for Alaska", porém, mais uma vez John Green me surpreendeu.  Em Cidades de papel, iremos conhecer o Quentin ou simplesmente Q, como é chamado pelos amigos. Ele vive em Orlando com os pais e ambos são psicólogos. Inteligente e cursando o ensino médio, Q está na reta final do segundo grau e por isso se prepara para as provas finais e para a grande e esperada oportunidade que é entrar na faculdade. Q se julga ser um amante da rotina, passa uma certa segurança a ele e isso muda na noite que Margo invade seu quarto.  Margo e Q foram amigos durante a infância e quando tinham 10 anos um fato que presenciaram mudou a amizade deles.

  "Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou se tornando um." Pág 16

  Margo faz o tipo adolescente rebelde que já fugiu de casa diversas vezes e também chegou a danificar propriedades da cidade.  E quando Margo entra em seu quarto naquela noite, Q não fazia ideia do que Margo estava para lhe propor, afinal os dois não se falavam desde os dez anos. Margo tinha um plano esquematizado em 11 passos que duraria a madrugada toda. Quentin mesmo apavorado pelo risco de se meter em encrenca, acaba cedendo e ajuda Margo no seu plano.

  "Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o que este lugar é de verdade. Dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel." Pág. 68

  Após terem uma noite repleta de aventuras, eles se despedem e cada um vai para sua casa. Quentin, acorda esperançoso, acreditando que depois de todo o tempo que ele e Margo ficaram distantes, eles poderiam se entender finalmente. Porém para a infelicidade de Quentin, ele descobre que Margo fugiu novamente.  Triste pela partida de Margo, Quentin logo percebe que ela lhe deixou algumas pistas e ele acredita que com estas ele pode reencontra-la. Porém ele pede ajuda aos seus melhores amigos Ben e Radar, para tentar decifrar os enigmas deixados por Margo. Além de um local abandonado uma das pistas que ela deixou foi um livro intitulado "Canção de mim mesmo"


  "Não me cruzando na primeira,não desista,  Não me vendo num lugar,procure em outro,  Em algum lugar eu paro e espero por você"  Pág. 136

  O que me encantou além dos personagens muito bem escritos e divertidos, é o quanto Quentin amadurece no decorrer do livro e começa a enxergar Margo não mais como uma pessoa sensacional, e sim, como ela realmente é.


  "O erro fundamental que sempre cometi era este: Margo não era um milagre. Não era uma aventura. Nem uma coisa sofisticada e preciosa. Ela era uma garota" Pag. 228

  Cidades de papel é dividido em 3 partes: Os fios, A relva e O navio. Confesso que a parte dois, fica meio obsessiva da parte de Quentin, que fica pensando constantemente em achar Margo. Mas a terceira parte compensa muito e o desfecho do livro é bem imprevisível, o que é esperado quando se trata de John Green.  No mais é um livro adorável, com humor, e que garante uma boa leitura.


Marcella Freitas

Nenhum comentário:

Postar um comentário