16 fevereiro 2014

Caríssimos leitores: Tô nostálgica.

  

Já faz alguns meses que me mudei. Novo lar, novo quarto, quatro telas em branco (no meu caso, em azul) pra fazer o que me desse na telha. Obviamente, eu passei todos esses meses procrastinando essa tarefa.
    Porém, aquelas paredes sem graça alguma já estavam me dando náuseas, então ontem resolvi dar uso ao pouco de vergonha na cara que ainda me resta, e montar uma espécie de linha do tempo nas minhas paredes: fotos minhas desde a época das fraldas, até hoje.

   Pra ser franca, não gosto muito dessa coisa de nostalgia. Ela me remete uma certeza de que a vida é realmente desenhar sem borracha, e que algumas alegrias singulares não terão replay, por mais que estejam ali, congeladas em papel fotográfico.

   Vejo meus sorrisos desdentados, minhas roupas furadas, meus joelhos ralados e meus rabiscos de giz de cera construindo cada parte de mim. Os erros de português nos antigos cadernos, os desenhos nas páginas em que deveriam estar as matérias passadas no quadro, os poemas de gaveta no final das agendas, e cada personagem do Dragon Ball mal desenhado, hoje me proporcionam essa sensação estranha, de querer sorrir e chorar ao mesmo tempo.

Talvez seja simples assim: querer sorrir e chorar ao mesmo tempo. Alegria e tristeza agindo simultaneamente. Talvez seja por isso que eu não goste tanto: Sou do tipo que o coração só suporta uma coisa de cada vez.

                        ~~~~~~~~~Esse post tá ficando muito mórbido~~~~~~~~~

Enfim, pra quebrar a monotonia: No meu antigo colégio, cada turma tinha a tarefa de produzir um curta independente ou patrocinado ao longo do ano letivo, com embasamento em alguma obra do PAS. No final do ano, tem essa espécie de "Oscar" que elege o melhor em cada categoria. Há dois anos atrás, o vencedor de melhor filme foi um que eu particularmente AMO, cujo nome é NOSTALGIA. Baseado na obra "O Quarto em Arles" de Vincent Van Gogh, que coincidentemente, é uma das minhas pinturas favoritas do artista.

(Sendo sincera eu não pedi autorização de nenhum dos produtores do tal filme pra postá-lo aqui, mas colocando os devidos créditos e dizendo o quanto eu amei o projeto deles, acho que tá tudo em casa. Além do que: isso aqui é a internet.)

Por ser um curta, acho que é válido pra todo mundo assistir. Além do que é tão <3




Beijundas da Ana, e uma ótima semana ;*


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