06 fevereiro 2014

Da letra, o livre



Um tema livre, sobre algo em que somos boas... mas eu não sou boa em nada! Queria ser boa em alguma coisa, como em escrever a vida, escolher caminhos, dizer não ou sim. Sim! Dizer primeiro não porque é difícil dizer não pra quem se ama, é difícil dizer "sou vazia" para quem te ama e diz "seja cheia".
Acredito que a expressão voluntária liberta, que o gesto folgado tranquiliza e que o agudo do riso embala a alma. Definitivamente acredito em expressão, em todas as suas formas tranquilizadoras de se apresentar, seja no riso inoportuno no meio da aula ou no escapar de um sorriso durante um olhar.
Se me perguntarem quando me sinto viva acho que direi que é quando escrevo porque não há nada que não se possa dizer, nada que não possa ser traduzido em palavras...
Nada como o amor...

Ao toque mais puro, da tua mão na minha
Sentia correr pelo corpo
Choque intenso e profundo

...Alegria...

Ao soar do último sino
As flores se abriram
O sol sorriu
E o vento levou as folhas

...Depressão...

Da certeza da dor
Garota correu, vacilou
Chorou, chorou
Até o coração ser engolido pelo desamor.

Enfim, a questão é que, seja qual for a situação pela qual estejamos passando, uma folha de papel sempre vai nos "ouvir", vai esperar pacientemente nossos rabiscos, aparar cordialmente as lágrimas e guardar silenciosamente os segredos. Talvez se pensarmos assim nunca nos sintamos sozinhos.

Confesso que constantemente me sinto sozinha (isso é do caralho), o que invalidaria minha teoria, mas tenho, ainda, outra teoria; Existem pessoas criadas para a solidão, sim, pessoas que vão estar sempre a procura do "seu lugar no mundo", essas pessoas tendem a inconstância entre o isolamento e a necessidade de estar cercada por pessoas que as "amem"... Agora, falando como a adolescente que sou, acho isso uma puta sacanagem porque esses infelizes irão morrer à míngua enquanto os outros (sortudos do caralho), estarão deleitando-se com seus amantes. Isso é um a-b-s-u-r-d-o!
O que isso tem haver com o assunto!? Porra nenhuma, mas a minha indignação necessitava ser expressa
 #DESABAFO

(Os trechos de poemas contidos nessa postagem são de minha autoria, então... Foda-se, né! Ninguém quer saber disso, que eu sei u.u)

Esther Lisboa

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