23 março 2014

Mulheres












    Conheço um monte de mulheres, cada uma de uma forma, e não só forma de corpo, mas forma de alma também.
Quando decidi escrever sobre elas, não sabia o que diria porque está na moda falar sobre essas coisas e eu não gosto de nada convencional. No fim das contas lembrei de todas as mulheres que conheço, seus jeitos, conceitos e suspeitos. 
Passei uma semana inteira matutando sobre esse algo que quero dizer, mas nada chegou a me ocorrer. Decidi escrever mesmo assim, só para não perder o costume. Sempre me perguntei o que é “ser mulher” e sentia que nessas duas palavrinhas continham mais coisas do que eu poderia, em até cem vidas, alcançar, era como se fosse um peso muito grande para qualquer pessoa o ser. Bem, mas o engraçado é que sempre que olhava para minha mãe ou minha avó, via estampado na testa delas “MULHER”, e não de uma maneira qualquer, mas bem forte, para simbolizar o quanto são maravilhosas. 








Sabe, todos aqueles conceitos que usamos com tanta frequência, sempre nos referindo de maneira agressiva à uma outra mulher que é considerada mais vulgar ou independente ou tantas outras coisas que utilizamos como forma de julgamento porque temos medo de sermos nós mesmas e invejamos quem o faz. Sim, existem as exceções, mas não é isso que está em questão. A questão toda se resume em como a gente enxerga as pessoas e percebi, envergonhada, que ao observar certas mulheres, não as via como tal porque elas não podiam ser colocadas na “grande caixa das mulheres” simplesmente porque não tinham feminilidade suficiente para serem encaixadas ali. O pior de tudo foi quando, com o tempo, percebi que como as mulheres que eu tanto julgava, também não me encaixava , não tinha sensibilidade, nem beleza o suficiente para aquilo e isso começou a me incomodar muito porque nenhuma mulher quer ser tratada como diferente por não ser considerada o suficiente.
   Fiz as pazes comigo nesse sentido, esperando que todas as mulheres pudessem passar por esse momento de incrível catarse porque quem melhor que nós mesmos para        nos definir!? Não dá para viver a sombra de   algo ou alguém, afinal, o que é um conceito social falho diante das nossas verdadeiras convicções!?

Hoje, acredito que existe muito mais nessa pequena palavra (“mulher”, para os mais lentos) do que a maioria das pessoas considera. Não são apenas as semelhanças (tipo como todas as mulheres são sensíveis ou falam demais), nem as diferenças, mas algo que não pode ser definido, algo que toda mulher tem e mexe tanto com os homens, quanto com as crianças, ou mesmo com os animais e com todos ao seu redor, algo muito além de qualquer pensamento limitado da cabeça humana. 

   Caramba! Vamos largar disso, deixar de ser preconceituososmachistas, feministas (sim, feministas também) porque o que está em questão não é quem ganha ou quem perde mas sim quem se aceita e aceita o outro, admitindo que TODOS são diferentes e não merecem ser punidos por isso. Então viva as mulheres: altas, baixas, gordas, magras, descompensadas ou não, são todas maravilhosas e merecem admiração!                                                    
       

        Fotos por:
Ana Vasconcelos
Júlia Costa
Yasmin Ariadiny
Esther Ferreira
Letícia Maria
                                                                                                                                                                             
Esther Ferreira

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