04 maio 2014

Resenha: Desenrola (FILME)


Muita gente por aí torce o nariz quando o assunto é filme nacional. Não só filme, como literatura, música, ou qualquer outra forma de arte conterrânea. Particularmente, de todos os filmes que foram produzidos em meu país, a maioria conseguiu me agradar. Neste último feriado, foi dia de tunts tunts lá em casa: farra de menina feito nós é madrugar tirando foto, pular pelo meu condomínio feito pipoca e assistir filme. E o queridinho da vez foi Desenrola.
O filme conta com a atriz Olívia Torres como Priscila, a protagonista fofa que está no primeiro ano do ensino médio, com pais divorciados, gosto musical dos anos 80 e como todas nós, sonha em realizar mil e um sonhos antes de morrer. Entre eles, tem o Rafa (Kayky Brito, ui ui) o típico garoto galinha que tem aquela coisa que consegue deixar qualquer uma doidinha atrás dele. E com Pri não foi diferente. A garota, que do alto dos seus 15 anos só consegue fantasiar em como será sua primeira transa, é completamente autêntica em tudo o que faz: Seu quarto, roupas, agenda e jeito de ser. Por não se adequar em meio aos adolescentes com quem convive, Pri só pode contar com a companhia de um único amigo: Caco (Daniel Passi, opa). Além do mais, a agenda que tanto ama colar, escrever e desenhar seus desejos e segredos cai em mãos "erradas", porém certas (Sem spoilers, galere).      Apesar de tudo, a protagonista não consegue enxergar si mesma como alguém especial. Qualquer coincidência é mera semelhança, né? 


    
      De todas as seis meninas que viram o filme, não teve uma que não amou. A escolha de cenas foi perfeita, a trilha sonora nem se fala, e o elenco se encaixou bem na proposta que o enredo sugere. Trata-se de um filme fofo, divertido, e que muita gente por aí pode se encontrar entre um pensamento e outro da protagonista. Sem contar que o filme conta com umas frases daquelas que grudam na cabeça e te fazem pensar, do tipo "Segundo meu professor de biologia, 70% do nosso corpo é água. Será que dá pra se afogar na gente?".

Se identificar com a protagonista é bem fácil, assim como encontrar boa parte dos seus colegas de escola nos coadjuvantes, seus pais e seus professores nos adultos que atuam como mentores da personagem principal. 
As personagens Boca e Amaral se encarregam de uma boa dose de humor contida ao longo das reviravoltas que constroem a vida de Pri.
Em suma: Não tem como amar o longa nacional, não tem como não se encontrar em pelo menos um trecho do filme.

E por falar na trilha sonora, a música tema também é interpretada pela atriz Olivia Torres, dona de uma voz linda. 



  Recomendação de seis gurias completamente diferentes, porém absurdamente parecidas. Espero que gostem da sugestão e que quebrem os tabus conceituais sobre filmes brasileiros.

Beijundas da Ana

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