29 junho 2014

EXCESSOS

NOSSA, a quanto tempo não escrevo, espero não ter perdido o pouco de prática que tinha, mas vamos ao texto de hoje.
Andei procurando algo sobre o que escrever, primeiro porque estou com saudades de escrever e segundo porque ultimamente esse excesso de informação tem me irritado muito.
Daí você me pergunta, “ Esther, você não gosta de informação, não quer saber cada vez mais!?” A minha resposta é: “Não sei”. O que eu sei é que não gosto de coisas repetitivas, de me igualar a todos e fica difícil, quando já se tem tanta gente falando sobre tanta coisa, dizer algo inesperado ou inusitado. As coisas perderam a graça porque tem piada para todo lado, ninguém quer estudar porque se tem informação demais. Parece que o efeito gerado foi contrário ao desejado, pois com certeza, todos esperavam que com o avanço das tecnologias e da informação as pessoas se tornassem cada vez mais inteligentes e interessadas... Não é o que tem acontecido, porque as pessoas parecem estar tomando chá de burrice toda manhã e tornando-se cada vez mais cegas com seus preceitos e preconceitos.
Já tentei escrever de tudo e sei que de tudo não consigo escrever porque sou amor e ternura num mundo de destruição, então fico meio perdida, tentando encontrar no meio de tanta bagunça de informações, um cantinho para dizer as poucas coisas que já posso sobre a vida. Então comento sobre o fato de não poder comentar, de tentar dizer o que ninguém quer ouvir de procurar no mundo, umas alminhas desamparadas que possam buscar na minha falta de paciência com o mundo, um pouco de aconchego para si, encontrando nas minhas palavras, o refúgio de um lugar intocado, que na verdade, já não existe mais.

Procuro no mundo
Refúgio do mundo

Que louca de pedra
Esculpida no nada
Voltada para o fulgor da confusão
E o amor da multidão

Chegou com barulho
Trazendo de volta toda aquela escuridão
Da noite bandida
Um dia deixada

Como foguete que sobe, sem rumo
Não aprumo
Minhas costas cansadas
Não massageadas

Esquecida numa viela de ouro
Aos sons das grossas vozes dos amores
Deixados para trás
Encurralados no esquecer da verdade repente

Na tristeza clara da alma rara
Que sozinha busca consolo para sua jornada
Na tarde calma
Dos pés descalços caminhantes, encontro meu destino, minha direção.

Procurando no mundo
Refúgio do mundo



Esther Lisboa

Um comentário:

  1. Um refúgio para a minha alma inconvenientimente ferida e bela...

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