14 junho 2014

Uma nota sobre o amor



Acabo de perceber que tenho uma fixação enoorme pelo amor. Sim, busco incessantemente compreendê-lo na esperança de que um dia, ele se mostre a mim.
Os meus pais irão completar 24 anos de casados e eu sempre achei que o casamento deles era perfeito, até que soube de uma traição. Então tudo ficou confuso e o meu conceito de amor já não fazia mais sentido. Se o amor é tão perfeito, por que tão inconstante?











Acontece que o amor depende da vontade de cada um, da capacidade de tirar a bunda do sofá durante aquele programa para ir ao mercado a pedido do outro, de não usar aquela roupa que o outro não gosta.
Não quero me prender a clichês e sendo bem sincera se não fosse pelos exemplos que tenho na família, não acreditaria em nada dessa baboseira porque é difícil demais, no dia a dia, ver ações concretas que nos provem que ainda existe amor, e não me refiro aquele sentimento de semana, mês, ou mesmo ano, mas de décadas. Não acredito no amor de adolescentes cheios de hormônios que não conseguem passar cinco minutos sem se tocar ou nas palavras bonitas que se trocam no dia dos namorados e outras datas como essa, mas acredito no que se constrói, apoiado na certeza do esforço mútuo e um tanto de paixão.



 Acredito no amor inteligente e saudável (que infelizmente quase não é praticado -.-) que valoriza o que deve, e é valorizado.
Eu baseio todas as minhas teorias malucas  em apenas uma palavra: RECIPROCIDADE. É verdade que nem tudo que faço dá certo, mas o mundo é tão grande, não!? Enfim, a questão é que as pessoas são egoístas e não enxergam as necessidades dos outros, estão sempre preocupadas consigo, esquecendo-se de que, talvez, haja alguém precisando mais ou tanto quanto ela, e grande parte disso se trata de fazer concessões, sabendo que alguém sempre tem que ceder.



Bom, eu nunca estive realmente em um relacionamento, porém gosto de imaginar que quando o amor finalmente sorrir para mim já serei madura o suficiente para abrir mão de muita coisa e receber de volta todo carinho que ofereci.



Encerro, essa parte com uma frase da minha escritora favorita:
Todo mundo tem suas carências, todo mundo sente. Uns sentem mais, outros menos, alguns quase nada, mas sentem. Podem adorar ser livre de noite na balada, no barzinho com os amigos, mas pelo menos antes de dormir ser livre pesa.
                                                                                                                                                                        Tati bernardi



Esther Lisboa

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