16 setembro 2014

O MOTIVO DOS SEUS RELACIONAMENTOS NÃO TEREM DADO CERTO (Ensaio)




São 01:23 PM.
Tenho cinco provas hoje.
 Duas de matérias exatas.
Diga-se de passagem, eu me saio melhor tentando equilibrar um pedaço de gelatina no nariz (teoria comprovada).
De todos esses memorandos inúteis que você recebe das gerações anteriores, eu tenho a plena certeza que faltei no dia que estavam distribuindo o intitulado FINAL DE ENSINO MÉDIO É PIOR QUE FIM DO MÊS. 

Purgatório estudantil pra se arrepender dos desenhos feitos durante a explicação  deveres malfeitos e das notas vergonhosas demais pra filha de um matemático. E o pior de tudo nem é a sobrecarga horária (sim, querido aluno do fundamental/primeiro ano: enquanto cê não tiver na escola, cê vai estar em casa preparando projeto e o rabo) ou o feeling de estupidez que não termina nunca.

É o vazio de não ter mais 365 dias de garantia.

Mudemos o foco antes que eu ache uma utilidade em morar no 12º andar, e antes que vocês percebam que eu me desviei da proposta do título.

Quando a maioria dos patamares da vida não dão certo, a busca por uma escapatória é meio automática. E numa dessas tentativas de fuga, resolvi reassistir um dos meus filmes favoritos da categoria VAMOS FINGIR QUE ISSO NÃO É UM ROMANCE.

É basicamente tudo o que eu queria que acontecesse na minha vida (em âmbito afetivo) na atual conjuntura. Conhecer um cara num beco de uma festa, que não necessariamente é o amor da minha vida, mas pode ser se eu quiser.


Depois de nenhum relacionamento seu ter dado certo (mesmo que você só tenha 17 anos), cê começa a se perguntar se o problema não tá em você e em todos esses protótipos de relações humanas que você tem instalado na cabeça.


Francamente, eu odeio admitir, mas tenho sim um modelo de [/árco-íris] cara ideal [/árco íris].
Foi só constatar isso pra começar a pensar.
Padronizar esse tipo de coisa é meio falta do que fazer, e de certo modo, todas as pessoas que já passaram pela tua vida se encaixam em pelo menos uma dessas exigências. Achar um abençoado que atenda a todas é meio que ~utopia~ demais.
Já é pra pular na cama quando a gente acha um que consiga pelo menos três estrelas.

Só que o problema não é só meu. E não é bem um problema.
Seria ótimo se desse pra ver o potencial de alguém sobre a sua vida desde o primeiro contato. Mas a vida não é um RPG, e não tem esse cheat disponível ainda.
E agora, José?

E agora você senta e espera? Claro que não.
Vai viver e não espera.
Abraça as oportunidades. Até aquelas que não são lá muito atrativas.
Só não fica chorando um amor que você nem conhece ainda.
E quando conhecer, vê se não esquece dos motivos que te fizeram começar.
Esse é o ponto.

Baseando-me no tal filminho: depois da treta que acontece entre os dois, foi só o cara lembrar do que o fez se apaixonar pela guria que tudo voltou a dar certo. E É SÓ ISSO, CARA.

Não incluindo traição no pacote dos motivos dos seus relacionamentos não terem dado certo, que eu também não sou Maria Milagre.

Mas eu sinceramente duvido MUITO que alguns relacionamentos por aí teriam terminado se os ditos-cujos tivessem se lembrado de voltar ao começo.
Pare de procurar o amor da sua vida no Tinder.

Um cara legal. Uma guria simpática.

Esquece os seus padrões.
O amor da sua vida tá em que você quiser que esteja.
Mas enquanto cê não enxerga, deixa de só existir e vai viver.

Ocupe-se com você mesmo.

E estudem álgebra, gente. Não sigam meu exemplo.





Preciso dormir.
Beijundas da Ana. (que vai se lascar bonito nas provas de hoje.)


AH, E PELO AMOR DE DEUS
NÃO FAÇAM PERFIL DE CASAL NO FACEBOOK

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