25 setembro 2014

Resenha: Procura-se um marido.

  Oi pessoas! Como estão?
   Hoje eu trago a resenha de um livro que eu amo muito, chamado Procura-se um marido da Carina Rissi.
   Bom, a Carina foi com certeza um dos meus maiores achados este ano. Eu sou muito sujeita a falar dessa moça porque sou extremamente apaixonada pelos livros dela, por ela e por tudo que está relacionado a própria. E hoje, com toda a certeza ela é minha escritora brasileira favorita <3
   Procura-se um marido foi o primeiro livro que eu li dela e por esse motivo tenho um carinho todo especial. Então, vamos a resenha.
  

  "Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, ela vê sua vida ruir com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada.
Alicia se recusa a casar, está muito bem solteira e assim pretende permanecer.
Então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso, colocando um anúncio no jornal em busca de um marido de aluguel.
Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou.
Cheio de humor, aventura, paixão e emoções intensa, Procura-se um marido vai fisgar você até a última linha."
  Como diz a sinopse, a Alícia é uma guria mimada e inconsequente. Ela já foi presa várias vezes por fazer coisas bem idiotas tipo: se pegar loucamente com um cara nas ruas da Holanda (se pegar,pegar,pegar mesmo), andar pelada em um protesto feminista entre outras coisas. E de cara, uma das coisas que mais amei na Alícia foi esse jeito louco dela de fazer e falar sem pensar.
  As coisas mudam quando o Vô Narciso morre e no testamento ele alega que a Alícia não tem maturidade suficiente para assumir toda a herança e que tudo só seria dela, a partir do momento em que ela estiver casada e tudo que ele deixou para ela foi um emprego em uma de suas empresas. Ela acha que vai ser a pura mordomia, mas se engana completamente. Logo no primeiro dia de trabalho ela tem que enfrentar a sala da copiadora (que segundo ela, deveria se chamar inferno) que é um lugar apertado e abafado no último andar e saindo de lá ela esbarra no Max e é maior confusão de folhas espalhadas no chão. E bom, se você acha que é aquele amor a primeira vista, está enganado. Apesar do corpo escultural, dos olhos perfeitos e de todos os adjetivos que as meninas enlouquecem, o Max não tem nada de fofo e invés de ser tudo perfeito como nos clichês, um começa a berrar com o outro.

" Ele não estava recolhendo as minhas folhas, apenas tentava encontrar as suas. Fiquei um pouco irritada. Não era assim que acontecia no cinema. Nem nos livros! Cadê a parte em que o cara sexy olha para a mocinha e um momento mágico acontece? Onde a musica melosa de fundo, que embalaria o final
da cena, em que o cara diria: “Me desculpe, você está bem?”, e eu responderia um pouco tímida, corando e desviando o olhar, devido a intensidade do momento cataclísmico: “A culpa foi minha. Eu devia ter prestado mais atenção”. Então ele sorriria, estenderia a mão para me ajudar a levantar, mas não a soltaria, e ficaria ali, me encarando com as pupilas dilatadas, como se o restante do mundo houvesse desaparecido, e só se daria conta de que não estávamos a sós no planeta quando alguém passasse por ali e esbarrasse em seu ombro. Cadê tudo isso? Não que eu quisesse ter um tórrido romance ou algo do gênero, mas, se era pra protagonizar uma cena tão manjada e cafona quanto aquela, eu queria o pacote completo."

  A Alícia bem que tenta sobreviver a vida de trabalhadora assalariada, de dinheiro limitado e ter que aguentar pessoas como o Max todos os dias, mas logo ela tem a "brilhante" ideia de colocar um anúncio no jornal à procura de um marido de aluguel para não ter que suportar a vida de pobre por muito tempo. Ela acaba se encontrando com todo tipo de gente: nerds virjões, traficantes, velhos e a merda toda. E então, quando ela está quase desistindo, eis que um último candidato chama a atenção da sua bff, Mariana, e ela força a Alícia a ir ao encontro. E chegando ao local do encontro, eis que a Alícia se depara com ninguém mais, ninguém menos, do que Max com o seus 1,90 e seus olhos caleidoscópios. E ela fica tipo: OMG!
  O Max explica que ele está a procura de uma esposa porque precisa de uma promoção no trabalho, que seria mais fácil se ele estivesse casado e desse encontro surge a ideia de: se casarem (cada um por seus motivos) e se suportarem por um ano (o que evidentemente é a tarefa mais difícil).
 Well,well... eles se casam, vão morar juntos e a convivência vai aproximando os dois que só agora vão conhecer bem um ao outro. Ao contrário do que o Max pensava, a Alícia não é só uma menina mimada, e diferente do que Alícia pensava, até que o Max é um cara sensível. E eis que atração é inevitável e... eles se tornam o casal mais lindo do mundo!
  Okay. É uma longa espera, cheia de aflição e de ficar super nervosa até que esses dois se entendam, mas cada umas das páginas vale a pena, muito a pena!
  O livro é grandinho mas não se assustem com o tamanho, porque a leitura fluiu tão bem que a gente nem vê o tempo passar.
   Eu realmente só tenho agradecer a Carina por esse livro maravilhoso, por esses personagens incríveis e por realmente saber escrever um romance que te faz querer viver cada detalhe.

   " Eu amo você. Eu. Amo. Você. Amo com meu coração, com meu corpo, com minha alma. Amo você desde sempre, Alicia – murmurou e então me beijou, me levando mais uma vez até aquela poeira mágica de estrelas."

  Xoxo,

  Marcella Freitas.

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