15 outubro 2014

Sobre você

O post vai sair atrasado.
Nada do que já escrevi me agrada, e isso não é normal já que se tratando dos meus escritos sou um tanto quanto narcisista. Estou divagando, eu sei, mas tudo bem, não tenho muito o que dizer hoje.
Estou naquela fase de busca incessante da minha própria essência, lendo Clarice Lispector incessantemente ... Isso sempre soou um tanto quanto patético para mim, pensava que quando chegasse aos meus 17 anos eu já saberia exatamente  o que fazer, para onde ir, com quem andar, o que estudar e todas as outras coisas que as pessoas me diziam que eu só iria saber lá para os meus 30 anos, na melhor das hipóteses. Não sei o que é mais patético, se é essa busca débil por quem sou ou esperar que aos 17 anos eu já soubesse de tudo.
Eu tenho feito uma algazarra na minha vida, toda semana procuro uma galera diferente com quem possa sair, um lugar diferente para frequentar, coisas novas para fazer. Se eu gosto de fazer coisas novas ou qualquer outra coisa que não seja dormir!? Na verdade não, mas o problema é que vai chegando uma idade (o que, no meu caso, aconteceu muito cedo, na minha humilde opinião) que a gente sente uma necessidade incontrolável de se conhecer. Sabe aqueles momentos que você está em alguma rede social, pode ser o tinder gente :x, e tem lá aquele maldito espaço para você se descrever, onde a maioria das pessoas põe a letra de uma música ou coloca o enorme clichê do ''Quem se descreve, se limita'', meu Deus, é rir para não chorar, na vã tentativa de parecer menos patético por não saber se descrever! Cara, a triste realidade, é que NINGUÉM nessa budega de mundo se conhece e o pior de tudo é que as poucas pessoas que se aproximam do auto conhecimento se assustam com a falta de conhecimento dos outros, com os julgamentos, principalmente os próprios e acabam arregando, falo mesmo porque hoje estou bruta u.u.
E sabe qual é a maior frustração da minha vida!? (#momento desabafo) faço terapia a três anos e ainda não estou nem próxima da minha verdade. E quando digo isso não estou sendo modesta. Eu tô falando sério, cara. Eu nem sei nada que vou fazer na minha vida, não decidi a faculdade que quero fazer, não sei qual é a minha vocação na vida, não tenho um hobby legal que me deixe feliz e relaxada e que pudesse vir a ser um caminho alternativo de vida. Tô perdida, vulgo fudida.
Geralmente busco terminar meus textos como o meu professor de redação sempre ensinou, ah, parabéns professores, estou usando algumas coisas que vocês me ensinaram nessa minha vida, seus lindos ;3 com a conclusão, acontece que eu não sei como concluir esse tema, portanto essa será a minha conclusão do texto, porque não tem regra nenhuma nessa bagaçaaaaaa, a conclusão é a inconclusão, essa palavra não existe, eu sei, mas eu que mando então lide com isso.
O fato é; A caminhada do conhecimento é longa e muitíssimo complicada e... Não sei mais o que dizer, pronto, vai isso mesmo, é isso ae. Beijos.

PS. Cliquem nas imagens e leiam o poeminha porque eu não sei organizar as paradas direito.

Esther Lisboa

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