16 janeiro 2015

Um Olhar do Paraíso

 Oi genteee, faz tempo que não apareço aqui, eu sei (ignoremos o fato de que brigo com as meninas para elas aparecerem e vivo sumindo). Mas hoje estou aqui para fazer algo um pouco diferente... Como vocês sabem, eu me formei e agora estou curtindo minhas férias antes de começar a correria de cursinho, trabalho e todas essas coisas que nem quero me lembrar agora. A questão é que com todo esse tempo, eu tenho assistido a muitos filmes e um pelo qual eu simplesmente me apaixonei foi o lindo “The lovely Bones” ou “Um Olhar do Paraíso”. Acredito que a maioria de vocês já tenham visto esse filme mas eu precisava compartilhar com alguém o meu amor e minha admiração por ele porque depois de assisti-lo eu fiquei tão inspirada que, olha, já o assisti três vezes em menos de duas semanas e pretendo assistir mais vezes porque cada vez que o vejo, enxergo algo diferente! Bem, agora que já situei vocês, vou deixá-los com uma pequena sinopse e o poema que escrevi inspirada por esse filme F-O-D-A :3



Em 6 de dezembro de 1973, Susie Salmon, uma garota de 14 anos, é assassinada por seu vizinho, George Harvey, um assassino em série de garotas e mulheres.
Após sua morte, Susie não vai para o paraíso, fica numa espécie de limbo onde passa a observar como sua família, Ray, o garoto por quem era apaixonada e seu assassino prosseguem suas vidas. Susie não consegue ir para o céu porque não se conforma com sua morte e ainda nutre grande desejo de vingança mas com o decorrer do filme ela “vive” situações que a convencem de que nem tudo está perdido.


Meninas jogadas
Largadas na mais profunda ignorância
Como fazer com que a vida seja mais justa
Como fazer com que os corpos não chorem antes de serem enterrados
Como transformar a morte antes de ser vida
E tirar dos poucos, almas calmas, raras, que não merecem ser fim, que não merecem ser despedida
As vezes tirados sem perceber, sem poder
Abandonados a porta das casas
No lugar mais claro, estão todos perdidos
Não acreditam, não aceitam que a vida não nos dê o que merecemos
É como cair no acontecimento, despencar no ato de fazer o que se deve
Onde vamos chegar
O quanto podemos aproveitar
Talvez a vida seja para poucos
quem sabe a morte seja para tantos
Corpos, mortos, enterrados sob a culpa de não ter sido ação
Frustrados, buscando compreensão, 
Buscando ser tudo que não se pode alcançar
Entrando numa estrada sem saída, de drama, de cama
Como ato de morte, de queda
Seguindo sem saber por onde vai
Não querendo ir a lugar algum
Não podendo ir a canto nenhum
Vivendo de desespero em desespero
De onda em onda
De fonte em fonte
Buscando a tinta do tinto
A magia da vida
A caminhada do santos
A compreensão dos deuses
O perdão dos doces ficantes
Das tragédias retiradas
Dos rumores deixados
Das camas abastecidas de choros, de gritos e espirros, de escarros e batidas
Como a gente segue em frente
Como a gente deixa tudo para trás
Isso soa como abandono
Soa como liberdade
Soa como esquecimento
Soa como choro
Soa como ranger de dentes
Cansado da labuta
Armado para a luta
Para a perseguição
Todos poderiam estar prontos
Todos deveriam estar
Ninguém está de verdade
Ninguém é de verdade
A caminho da competição
Buscamos seu coração
Deixamos sua emoção
Cuide da sua vida
Acalme seu coração
Cuide da sua vida
Acalente seu coração



Esses são os ossos adorados
Que cresceram em minha ausência
As conexões, às vezes tênues, às vezes feitas com muito sacrifício...
Mas, muitas vezes, magníficas
Aconteceram depois que eu parti.
Comecei a ver as coisas de uma maneira,
Que me permitiu abraçar o mundo,
Sem eu estar nele.
                                                       Susie Salmon

Esther Lisboa

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