12 janeiro 2015

Restless


    Hey, pimpolhos!
  Hoje vim postar algo diferente e que vinha planejando tentar fazia um bom tempo... "Resenhas" de filmes ("Resenhas" porque eu não tenho experiência com textos no geral, muito menos quando são classificados em algum tópico específico, porém vou tenta ao máximo fazer parecer com uma). O mais interessante é que vou começar com um filme no qual a ideia principal é toda em cima de uma coisa que não me cativa nos filmes: Doença; nesse caso em específico: Câncer. É uma parada muito particular pra tentar explicar ou decodificar num roteiro, cada pessoa lida do seu próprio modo, e é isso ai. But, let's go.

Não me venham com "Cópia de 'A Culpa é das Estrelas' nhé nhé nhé". Please , bitches)



♥ 
Restless (Inquietos) foi lançado em 2011 e dirigido por Gus Van Sant


  Enoch Brae (Henry Hopper) perdeu os pais num acidente de carro, vive com a tia e por um motivo bem revoltante não cursa o ensino médio como a maioria dos adolescentes. Enoch (adoro pronunciar esse nome em voz alta ~Ínoc~ :v hue), tem uma personalidade forte, me cativou logo de cara por ser reservado (e estiloso ~(ºuº~) porééém no frio só não é estiloso quem não quer, não é mesmo?), ele tem um hábito meio estranho de frequentar funerais de desconhecidos, e é numa dessas cerimônias que ele cruza olhares com Annabel (Mia Wasikowska | Sim! Aquela de "Alice no País das Maravilhas" com um fucking PIXIE CUT), a guria que cataloga animais por desenhos, que também não cursa o ensino médio e que segundo ela mesma, é uma fã de Darwin, se intriga com "o estranho anônimo dos funerais", logo, persiste em se aproximar de Enoch, enquanto ele procura fugir pra não ter de dar satisfações sobre seu passatempo. Annabel não desiste e resolve se juntar à ele (sem seu consentimento) nessa pequena platéia, (e talvez, bastante inconveniente) de funerais alheios, mas apesar de Enoch não aceitar de primeira eles acabam até ensaiando pêsames no fim do dia, cara.

   Bom, não posso deixar de mencionar que Hiroshi (Ryô Kase) o -digamos- "guardião" do guri (entenderão o ~porque~ e-e), não nos deixa levar pelo "AWN" que nos faz criar expectativas ilimitadas, ele é aquela típica âncora dos expectadores, quando estamos encantados de mais com a magia do amorzinho crescendo entre Enoch e Annabel, ele sempre tem uma opinião sincera pra te fazer voltar a pisar no chão e questionar o porque de tudo se manter mesmo com o pesar das consequências..

  Me encantei com o quanto um compreende o outro, sei que vocês vão dizer "Ah, mas isso só existe em filmes... blá blé blí", só que o "compreender" é a aceitação. Bom, na minha concepção essa é a palavra chave do filme inteiro, tudo começa ou termina em aceitação. Engraçado seria eu ou você aí encontrar alguém que adote suas manias, que complemente seus escapes e que aceite um ao outro como são, sem tirar nem por, que nemzinho esses dois aí, mas não sejam tão pessimistas, não é impossível, galero.


  Sim, eu chorei pra caramba, sou manteiguinha mesmo e não me juguem, seus bostinhas. Mas é um filme que entrou pra listinha de favoritos por ter conseguido me fazer refletir sobre certas coisas, é simples e se desenrola tão naturalmente que nem sei  

  Espero sinceramente que gostem tanto quanto eu, e se você chegou até aqui, obrigada pela paciência.
Aparentemente, há esse tipo de pássaro que acha que morre todo dia quando o Sol se põe. Então, ao amanhecer, quando ele acorda fica chocado por ainda estar vivo, por isso canta belas canções. Feliz por não estar morto, acredito.                                -Annabel

Love always,


Júlia

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