04 fevereiro 2015

Sem perceber


"Porque o meu certo é tão certo para mim, que se faz de gente para me acompanhar"
Lisboa, Esther




Fuçando no meu tumblr (sim, eu tenho um tumblr, me julguem) , encontrei meus textos antigos, os primeiros... Bem, só posso dizer que algumas opiniões já não fazem mais sentido. Eu era dura na queda, nunca soube lidar com o fato de estar errada. Tinha uma paixão por semana e achava que todas eram o amor da minha vida.
Eu mudei.
Vocês podem pensar que estou feliz com isso, e até estou, mas  mudar nunca foi uma ideia agradável para mim, sempre achei que mudando, estaria me traindo de alguma maneira e, quase quatro anos depois, ainda acho que perdi partes insubstituíveis de mim.
Agora entendo uma porção de coisas que as pessoas me disseram que entenderia quando fosse um pouco mais velha e admitir isso é quase como enfiar uma faca na minha barriga. A maioria das coisas que as pessoas diziam se realizou, pelo menos em partes (amém que não acertaram em tudo)! Me disseram que sentiria falta de quando nem sabia o que era beijar na boca. Triste verdade. Que um dia iria preferir dormir ao invés de ficar brincando. 100% verdade. Que iniciaria projetos que não concluiria e que, em certo ponto, nem me importaria mais com isso... Só observar a quantas anda meu compromisso de postar semanalmente no blog T.T Que faria amizade com pessoas que nunca imaginei (não seria educado dizer o que pensava de alguns dos meus amigos antes deles se tornarem amigos :x) mas o pior e mais humilhante de todos era quando me diziam que, com o tempo, eu iria mudar, adquirir características que já abominei, pensar coisas que nunca pensei, aceitar ou rejeitar coisas que nunca cogitei e cá estou eu, com METADE do cabelo colorido, um short não tão comprido quanto imaginei que seria, ansiando algumas tatuagens e chegando em casa sempre mais tarde que o planejado.
Confesso que, as vezes, ainda me olho com certa decepção mas, no fundo, sei que já superei boa parte disso. Quando se é criança, a gente acha os adultos entediantes e pretensiosos (não usamos exatamente essas palavras haha), na adolescência os julgamos frios e distantes, só para chegar na vida adulta, esquecer e fazer tudo igual aos outros... Tenho medo de passar por essa mudança também e acabar virando uma adulta chata e que fala o que a maioria dos adultos me diziam e ainda dizem. 
Mas então, como lidar com as mudanças!?
Ah, acho que por isso, também, escrevo. Para não esquecer quem sou e quem já fui e, sinceramente, acho que todos deviam encontrar uma forma de não esquecer quem já foi e o que já fez porque percebi que a vida só tem sentido se nos orgulhamos de tudo (ou quase tudo) no fim do dia.


A gente sonha em ser grande
Num futuro brilhante
Tão distante
A gente sonha em ser pequeno
Para caber num abraço
A gente sonha em saber o que sonhar
Anseia os beijos e os mares
Dessas rodovias
Movimentadas como nossas vidas
Corremos sem parar
Parando ao visar a morte
Correndo para buscar a sorte

Esther Lisboa

2 comentários:

  1. Oi, postei o post da Tag Liebster Award.
    Da uma olhadinha:
    http://blogmeujeitomorena.blogspot.com.br/2015/02/tag-liebster-award.html

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  2. Oi dei uma olhadinha no seu blog e estou adorando. http://trilhodossonhos.blogspot.com.br

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